Morre o companheiro de Che Guevara em famosa viagem de moto




O médico argentino Alberto Granado, amigo que acompanhou o revolucionário Ernesto Che Guevara em uma viagem de motocicleta por vários países da América Latina, faleceu “repentinamente” neste sábado em Havana aos 88 anos, afirmou um telejornal local.



“Na manhã de hoje (05/03/2011), aos 88 anos, faleceu nesta capital repentinamente o companheiro Alberto Granado, amigo íntimo do Comandante Ernesto Guevara”, afirmou o comunicado lido por um locutor.



Os restos mortais de Granado serão expostos durante duas horas e meia em uma funerária de Havana neste mesmo sábado e, “atendendo à sua vontade”, serão cremados e suas cinzas espalhadas na Argentina, Cuba e Venezuela.



A viagem dos dois –quando Che era apenas um estudante de medicina de 23 anos, e Granado um bioquímicos de 29– foi foi levada ao cinema em 2004 pelo filme “Diários de Motocicleta”, dirigido por Walter Salles e protagonizado pelo mexicano Gael García Bernal, no papel de Che, e pelo argentino Rodrigo de la Serna, como Alberto Granado.



Os dois viajaram 8.000 quilômetros em uma velha moto Norton.



Durante a jornada, o futuro revolucionário marxista –nascido em uma família de classe média alta– foi transformado ao testemunhar injustiças sociais e a exploração de mineiros, além da perseguição a comunistas.



Os dois viajaram 8.000 quilômetros em uma velha moto Norton, chamada “La Poderosa”.



Durante a jornada, o futuro revolucionário marxista –nascido em uma família de classe média alta– foi transformado ao testemunhar injustiças sociais e a exploração de mineiros, além da perseguição a comunistas.



Após essa viagem, Granado retornou à Argentina para trabalhar como bioquímico, mas, após o triunfo da revolução cubana, Che o convidou para ir a Havana e, um ano depois, decidiu ficar na ilha com sua esposa e seus filhos.



Em 2008, Alberto Granado viajou à Argentina para participar das comemorações do 80º aniversário de nascimento de Che Guevara na cidade de Rosário.



Sua última viagem ao exterior foi ao Equador há alguns meses, disse seu filho, que destacou que Granado foi um “grande revolucionário” e um homem que amava muito a vida.

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