SIG gratuitos!!!

Lista com os principais programas de código-aberto ou gratuitos para geoprocessamento:

Aplicativo

Sistema

Licença

Características

Desenvolvedor/País

SPRING Windows/Linux Gratuito Geoprocessamento e PDI INPE / Brasil
gvSIG Java Aberto Geoprocessamento GVA / Espanha
Kosmo Java Aberto Geoprocessamento SAIG / Espanha
SEXTANTE Java Aberto Extensão de Análise Espacial (para gvSIG, uDIG e OpenJUMP) Junta de Extremadura / Espanha
Quantum GIS (QGIS) Windows/Linux/MacOS Aberto Geoprocessamento (com módulos do GRASS) Gary Sherman / EUA(?)
GRASS Windows/Linux Aberto Geoprocessamento PDI  Modelagem 3D CERL-U.S.Army / EUA
SavGIS (Savane) Windows Gratuito Geoprocessamento e SGDB IRD / França
SAGA Windows/Linux Aberto Geoprocessamento Univ. de Hamburgo /Alemanha
ILWIS Windows AbertoGeoprocessamento e PDI ITC / Holanda
JUMP Java Aberto Toolkit Geoprocessamento Vivid Solutions / Canadá
OpenJUMP Java Aberto Geoprocessamento JPP / Internacional
uDIG Java Aberto Geoprocessamento Refractions Research / Canadá
OSSIM Windows/Linux/MacOS Aberto Processamento Digital de Imagens de Sensoriamento Remoto Agências Governamentais / EUA
MapWindow Windows Aberto Geoprocessamento Utah Water Research Lab / EUA
OrbisGIS Java Aberto Geoprocessamento / França
OrbisCAD Java Aberto CAD (desenho assistido por computador) / França
jGRASS Java Aberto Geoprocessamento (uDIG plug-in) Università di Ingegneria di Trento e Hidrologis / Itália
Terraview /
TerraSIG
Windows/Linux Aberto Visualizador e gerenciador de banco de dados espaciais / Geoprocessamento INPE / Brasil
Min. das Cidades
Thuban Java Aberto Visualizador Intevation / Alemanha
OpenEV (FWTools) Windows/Linux/MacOS Aberto Geoprocessamento Atlantis Scientific e CRS / Canadá
KartoMNT Java Aberto Modelagem Digital de Elevação / França
Landserf Java Aberto Modelagem Digital de Elevação City University of London / Inglaterra
SkyJUMP Java Aberto Geoprocessamento e CAD Larry Becker/ EUA(?)
HidroSIG Java Aberto Geoprocessamento e modelagem hidrológica Universidad Nacional de Colombia
DIVA-GIS Windows / Java Gratuito Geoprocessamento CIP / Peru
MySQL Windows/Linux/MacOS/BSD Aberto Sistema Gerenciador de Banco de Dados MySQL AB / Suécia - Sun Microsystems / EUA
PostgreSQL (PostGIS) Windows/Linux/MacOS/BSD Aberto SGDB (Extensão para armazenar dados espaciais) Refractions Research / Canadá
Paraview Windows/Linux/MacOS/BSD AbertoVisualização 3D e interpolação  Kitware Inc. / EUA
BASINS Windows GratuitoInterpolação e modelagem hidrológica - extensão para Mapwindow e ArcGIS EPA / EUA
 Mapscan Windows GratuitoVetorização de Mapas em raster ONU?
 Philcarto Windows GratuitoVisualizador e compositor de mapas vetoriaisPhilippe Waniez / França
FOSS4GIS: Free and Open Source Software for GIS – Programa Gratuito e de Código-Fonte Aberto para Geoprocessamento (também GFOSS).
FreeGIS.org - site que traz todos os principais projetos de SIG Aberto, como programas, bibliotecas, aplicativos e plugins.
OSGeo.org: Principais projetos de SIG de Código-Aberto (GRASS, QGIS, MapServer, gvSIG, etc.).


Meu novo QUADRO!!


Viola caipira no ROCK!!!!!



Frases de Miles Davis


Uma lenda é um velho com uma bengala conhecido por aquilo que ele costumava fazer.
Miles Davis
Não tenha medo de erros. O erro não existe.
Miles Davis
Para mim, a música e a vida é tudo uma questão de estilo.
Miles Davis
Eu sei o que eu fiz para a música, mas não me chame de lenda. Apenas me chame de Miles Davis.
Miles Davis
vou tocar em primeiro lugar e dizer o que é mais tarde.
Miles Davis
Estou sempre pensando em criar. Meu futuro começa quando eu acordo todas as manhãs … Todos os dias eu encontro algo criativo para fazer com a minha vida.
Miles Davis
Se você entendesse tudo que eu digo, você seria eu!
Miles Davis
Sempre foi um presente para mim, ouvir a música do jeito que eu ouço. Eu não sei de onde vem esse dom e eu não questiono isso.
Miles Davis
Às vezes você tem que tocar muito tempo para ser capaz de tocar como você.
Miles Davis


Brasil ocupa 84ª posição entre 187 países no IDH 2011

Brasil ocupa 84ª posição entre 187 países no IDH 2011

Estudo de qualidade de vida voltou a mudar de metodologia neste ano.
Segundo cálculo atualizado, país melhorou 1 posição desde o ano passado.

Do G1, em São Paulo e em Brasília
80 comentários
O relatório do Desenvolvimento Humano 2011, divulgado nesta quarta-feira (2) pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), classifica o Brasil na 84ª posição entre 187 países avaliados pelo índice. O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do Brasil em 2011 é de 0,718 na escala que vai de 0 a 1. O índice é usado como referência da qualidade de vida e desenvolvimento sem se prender apenas em índices econômicos.
O país com mais alto IDH em 2011 é a Noruega, que alcançou a marca de 0,943. Os cinco primeiros colocados do ranking são, pela ordem, Noruega, Austrália, Holanda, Estados Unidos e Nova Zelândia. Segundo o Pnud, o pior IDH entre os países avaliados é o da República Democrática do Congo, com índice 0,286. Os cinco últimos são Chade, Moçambique, Burundi, Níger e República Democrática do Congo.
A metodologia usada pelo Pnud para definir o IDH passou por mudanças desde o relatório divulgado em novembro de 2010. O índice que se baseia em dados como a expectativa de vida, a escolaridade, a expectativa de escolaridade e a renda média mudou a fonte de alguns dos dados usados na comparação. A expectativa é ter os mais recentes dados comparáveis entre os diferentes países.
No ano passado, o Brasil aparecia classificado como o 73º melhor IDH de 169 países, mas, segundo o Pnud, o país estaria em 85º em 2010, se fosse usada a nova metodologia. Desta forma, pode-se dizer que em 2011 o país ganhou uma posição no índice em relação ao ano anterior, ficando em 84º lugar.
idh 2011 (Foto: Editoria de Arte/G1)
Desenvolvimento humano elevadoO Pnud não soube indicar o que motivou a mudança de classificação do Brasil. Mas, analisando os indicadores avaliados – expectativa de vida, anos médios de escolaridade, anos esperados de escolaridade e renda nacional bruta per capita – dois tiveram mudanças: expectativa de vida e renda nacional bruta.
O Brasil aparece entre os países considerados de "Desenvolvimento Humano Elevado", a segunda melhor categoria do ranking, que tem 47 países com "Desenvolvimento Humano Muito Elevado" (acima de IDH 0,793), além de 47 de "Desenvolvimento Humano Médio" (entre 0,522 e 0,698) e 46 de "Desenvolvimento Humano Baixo" (abaixo de 0,510).
De acordo com os dados usados no relatório, o rendimento anual dos brasileiros é de US$ 10.162, e a expectativa de vida, de 73,5 anos. A escolaridade é de 7,2 anos de estudo, e a expectativa de vida escolar é de 13,8 anos.
O cálculo de IDH alterou neste ano a fonte de informação sobre renda dos países. O dado agora passou a ser alinhado ao Relatório do Banco Mundial. O problema é que o dado dessa fonte é mais antigo (de 2005) do que o usado no relatório IDH de 2010 (que era de 2008). Os números foram ajustados e a comparação possível é que passamos de uma renda nacional bruta per capita de US$ 9.812 , em 2010, para US$ 10.162  em 2011.
No material divulgado pelo Pnud é possível comparar as tendências do IDH de todos os países por índice e por valor total desde 1980. O destaque no caso brasileiro é para a renda, que aumentou 40% no período. No mesmo tempo, a expectativa de vida aumentou em 11 anos; a média de anos de escolaridade aumentou em 4,6 anos, mas o tempo esperado de escolaridade diminuiu.
Novos índices
Além do valor usado tradicionalmente para indicar o desenvolvimento humano de cada país, o relatório deste ano apresenta novos índices: IDH Ajustado à Desigualdade, Índice de Desigualdade de Gênero e Índice de Pobreza Multidimensional.
O IDH ajustado à desigualdade faz um retrato mais real do desenvolvimento do país, ajustando às realidades de cada um deles. Com isso, o IDH tradicional passa a ser visto como um desenvolvimento potencial. Levando a desigualdade em conta, o Brasil perde, em 2011, 27,7% do seu IDH tradicional. O componente renda (dentre renda, expectativa de vida e educação) é que mais influi nesse percentual.
No índice de desigualdade de gênero, o Brasil fica em patamar intermediário quando comparado com os BRICS. O índice brasileiro é de 0,449. Rússia tem 0,338; China, 0,209; África do Sul, 0,490% e Índia, 0,617.
Já o Índice de Pobreza Multidimensional é uma forma nova, mais ampla, de verificar quem vive com dificuldades. No lugar da referência do Banco Mundial, que considera que está abaixo da linha de pobreza quem ganha menos de US$ 1,15 por dia, o novo índice aponta privações em educação, saúde e padrão de vida.
Segundo o Pnud o índice pode não ser tão importante para a situação do Brasil quanto para a de países da África, pois, no Brasil, quem tem renda pode ter o acesso facilitado à qualidade de vida. Em alguns países, porém, esse acesso não depende exclusivamente de recursos financeiros (às vezes, o país tem infraestrutura precária demais, por exemplo).
Essa nova medida é uma forma interessante de avaliar as políticas de transferência de renda e verificar se essas ações realmente estão mudando a vida da população mais necessitada.


A greve cotidiana dos alunos (Texto do Professor Erlen William Silva)

Erlem William Silva
erlemwilliam@yahoo.com.br Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.
Professor de Física
Escola Estadual Professor José Monteiro
Colégio Dom Cabral

A greve cotidiana dos alunos

Os professores do Estado de Minas Gerais estão em greve há mais de três meses. Em Campo Belo, apenas algumas paralisações. O governo do Estado insiste em não pagar o piso, ignorando lei federal. Mas, não é sobre a pertinente greve dos professores que eu gostaria de falar. Aliás, para falar sobre o assunto, muitos outros colegas de profissão estão mais bem informados do que eu. Alguns, inclusive, têm participado das assembleias em Belo Horizonte, atentos a uma causa que também é minha.
Ao longo dos meus vinte e um anos de profissão, tenho acompanhado a crescente desvalorização do professor. Cada dia mais cobrado, cada vez menos remunerado. Cada dia mais questionado em suas atitudes e menos respeitado por governantes, alunos e por considerável parte da sociedade. Nos dias atuais, geralmente o fracasso do aluno e a baixa qualidade da educação são atribuídas ao professor. O direito e, por que não dizer, a obrigatoriedade de que toda criança e adolescente tem de estar na escola, trouxe a falsa afirmação de que todos, sem exceção, podem aprender. Até mesmo aqueles que não querem!
Mas minha intenção é falar da greve dos alunos. Greve que se arrasta ao longo dos dias, dos bimestres, do ano letivo. Alunos que sequer levam o livro didático para as aulas. Alunos que nunca (eu disse nunca) fazem as atividades propostas para casa. Alunos que faltam às aulas por motivo nenhum, às vezes perdendo provas por motivos que não se justificam. Alunos que insistem em ouvir música com seus foninhos ou “brincar” com os seus celulares, ignorando a aula do professor. Estudantes que simplesmente não estudam. Existem ainda aqueles (em menor número, felizmente) que se mostram agressivos quando são repreendidos por algum ato que não condiz com o ambiente de sala de aula. Ainda assim, mesmo depois de brincar o ano todo, ainda que tenham tirado nota zero em todas as matérias, eles têm direito de fazer o “esperado” provão de dezembro. Se não for aprovado tem o “provão de janeiro”. Se não conseguirem passar em dois conteúdos, ainda podem fazer a série seguinte com dependência. É muito fácil. Difícil é ser reprovado. Mas se engana quem pensa que não há reprovação. O índice é alto. O “provão de janeiro” é uma loucura. A grande maioria vai para a prova sem estudar, esperando o milagre da multiplicação dos pontos, que geralmente não acontece. Os números finais são desfavoráveis, as estatísticas incomodam. É época de caça aos culpados, os professores, naturalmente.
O problema da educação no Brasil é muito mais profundo do que os baixos salários dos professores. Existem muitas questões que precisam ser colocadas. A obrigatoriedade de que todos têm de frequentar escola precisa ser revista. O aluno que não quer aprender atrapalha (e muito) os que querem. A facilidade de ser aprovado, a grande quantidade de novas oportunidades que são dadas aos que não se esforçam, acaba por desmotivar os mais dedicados. A perda da autoridade do diretor e dos professores é outro fator que dificulta o dia a dia da escola.
A greve dos alunos se estende também aos pais. A cada ano que passa, eles vão ficando mais ausentes da escola. Muitos não participam das reuniões de pais e professores. Outros só vão à escola quando no final do ano vem a reprovação, normalmente para reclamar da escola.
Enfim, estamos vivendo um tempo de greve. Greve, sobretudo de valores. Hoje deixou de ser falta de educação falar ao mesmo tempo do que o outro. É normal conversar ou ouvir música enquanto o professor explica. É normal repousar a cabeça sobre a mesa e, dormir, com a justificativa de que a aula não é interessante. Mas será possível a escola ser interessante para aquele que tem certeza que não há nada a aprender?
É urgente repensar a educação, sobretudo o papel do professor. A carreira já não atrai. Alguns estão buscando outras alternativas.
Para não cometer injustiças ao terminar, gostaria de falar dos bons alunos. Não representam a maioria, infelizmente. Mas ainda existem aqueles que trazem consigo valores indispensáveis para o bom andamento das aulas. Ainda existem aqueles que correspondem às nossas expectativas, que respondem ao nosso chamado e que brilham. Aqueles que vão em busca de voos mais audaciosos sem esquecer da base que foi alicerçada nos anos de ensino fundamental e médio. É por esses alunos que buscamos motivação para desenvolver o nosso trabalho, apesar de tantos obstáculos que encontramos pelo caminho. Por eles tem valido a pena ser professor. Mas, honestamente, já não sei até quando.


Setor de eletricidade e gás teve maior média salarial em 2009, diz IBGE Menor média foi em alojamento e alimentação e arte, cultura e esporte. Veja a variação dos salários entre os anos de 2007 e 2009.

O estudo Demografia das Empresas 2009, divulgado nesta quarta-feira (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostra que os empregados do setor de eletricidade e gás foram os que receberam a melhor média salarial naquele ano, no valor de 10,2 salários mínimos ao mês, o equivalente a R$ 5.559, levando em conta o valor vigente de R$ 545. Em 2009, o valor do salário mínimo era de R$ 461,15.
Em segundo lugar vem o setor de organismos internacionais e outras instituições extraterritoriais (8,1 salários mínimos, equivalente a R$ 4.414,50). Já as atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados registraram média de 7,7 salários mínimos, ou R$ 4.196,50.
Em quatro e quinta lugares vêm, respectivamente, as áreas de administração pública, defesa e seguridade social e informação e comunicação (6,2 e 6,1 mínimos, ou R$ 3.379 e R$ 3.324,50, respectivamente).
Os setores que tiveram a menor média salarial foram alojamento e alimentação (1,6 salário mínimo, ou R$ 872) e arte, cultura, esporte e recreação (1,7 salário mínimo, ou R$ 926,50).
A maior variação na média salarial entre 2007 e 2009 foi no setor de administração pública, defesa e seguridade social, que caiu de 15,1 salários mínimos (R$ 8.229,50 no valor atual) em 2007 e 2008 para 6,2 salários mínimos em 2009 (R$ 3.379).
No caso das atividades financeiras, de seguros e serviços, também houve queda progressiva entre 2007 e 2009 – de 8,9 em 2007, para 8,6 em 2008, e 7,7 em 2009.
O IBGE informou que os dados da administração pública incluem apenas as empresas públicas, cujas informações são basicamente provenientes da Relação Anual de Informações Sociais (Rais).
O instituto informou ainda que muitas atividades podem apresentar queda no salário médio mensal em salários mínimos, de um ano para outro, mas mesmo assim não apresentar queda no salário real, pois o salário mínimo tem apresentado crescimento acima da inflação.
Veja na tabela abaixo a variação da média salarial por setor entre 2007 e 2009:

Atividade 2007 2008 2009
Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura 2,0 2,1 2,0
Indústrias extrativas 4,8 5,3 5,8
Indústrias de transformação 3,7 3,7 3,5
Eletricidade e gás 10,4 10,4 10,2
Água, esgoto, atividades de gestão de resíduos e descontaminação 3,8 3,8 3,6
Construção 2,6 2,7 2,9
Comércio; reparação de veículos automotores e motocicletas 2,1 2,1 2,1
Transporte, armazenagem e correio 3,3 3,3 3,2
Alojamento e alimentação 1,6 1,6 1,6
Informação e comunicação 6,1 6,1 6,1
Atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados 8,9 8,6 7,7
Atividades imobiliárias 3,0 3,1 3,0
Atividades profissionais, científicas e técnicas 4,5 4,4 4,2
Atividades administrativas e serviços complementares 1,9 2,0 1,9
Administração pública, defesa e seguridade social 15,1 15,1 6,2
Educação 2,3 2,3 2,2
Saúde humana e serviços sociais 2,6 2,5 2,4
Arte, cultura, esporte e recreação 1,9 1,8 1,7
Outras atividades de serviços 2,1 1,9 1,8
Organismos internacionais e outras instituições extraterritoriais 6,1 8,5 8,1
O valor médio do mínimo em 2007 era de R$ 373,08; em 2008 era de R$ 409,62; e em 2009 era de R$ 461,15


Confira o que mudou no Ford Ka 2012

Revista


Mais em conta, hatch chega em agosto a partir de R$ 24,5 mil

Texto: Adriana Bernardino Sharada
Fotos: Divulgação
(04-07-11) – O Ford Ka 2012 chegará às concessionárias no próximo mês. Mudam, pouco, design exterior e acabamento interno, que agora se adéquam à nova identidade visual da marca. Quem esperava desfilar com ele em versão cinco portas, porém, pode tirar o hatchzinho da chuva. O incremento está fora dos planos da Ford, por enquanto. Novidade mesmo fica por conta da versão Sport com motor 1.6 de 107 cv (R$ 35,9 mil), “inspirada no Mustang”.

Ka 1.0

Para se alinhar ao design Kinetic, como a Ford denomina sua identidade visual global, o novo Ka, desenvolvido em Camaçari (BA), tem grade trapezoidal incorporada ao para-choque e faróis alongados com máscara escura. As rodas, agora de 14 polegadas, ganharam novas calotas. Na traseira, a base do para-choque recebeu aplique preto com refletores. A régua na tampa do porta-malas ficou mais larga.

As mudanças internas podem ser vistas no painel, que ganhou novo grafismo, no design dos bancos e a presença de tecido nas portas. O acabamento, no geral, recebeu leve melhora.

Por R$ 24,5 mil, a versão de entrada está mais em conta que a anterior (25,4 mil), mas não tem trio elétrico. O conjunto está disponível na versão Fly, que custa a partir de R$ 26.590. A ausência nesta versão fica por conta da direção hidráulica.

Trio elétrico mais ar-condicionado, direção hidráulica e pisca nos retrovisores incorporam a versão Pulse, que custa R$ 29.590, sem airbag duplo. Além do equipamento de segurança, são opcionais as rodas de liga leve e o som MyConnection. Nenhuma das versões tem freios ABS. O hatch mantém o motor 1.0 flex com potência de 72 cv.

Entre os equipamentos de série, o novo Ka oferece alerta de manutenção programada, chave única para ignição e abastecimento, conta-giros, desligamento automático dos faróis e lanternas ao desligar o veículo.

Esta versão está disponível em cinco cores: vermelho, preto, azul, branco e prata.

Ka Sport

“Inspirado no Mustang”, como anunciou a Ford no último sábado, durante o lançamento do Ka, a versão Sport herdou do monstro com mais de 400 cv apenas as cores chamativas e as faixas na carroceria. Ainda assim, é uma boa opção para quem quer um carro quase completo (falta o airbag) e ligeiro por R$ R$ 35,9 mil. Com motor 1.6 e 107 cv de potência, o hatch vem com spoiler dianteiro e traseiro, saias laterais na cor do veículo, rodas de liga leve aro 15, aerofólio, bancos tipo concha e volante esportivo.

A versão Sport oferece as seguintes combinações de cores: laranja com faixas pretas, branco ou prata com faixas grafite e preto ou vermelho com faixas brancas.

Lançado em 1996 no Salão de Paris e presente no Brasil desde 1997, esta é a terceira vez que o Ka passa por uma repaginação. Com ela, a Ford espera manter a liderança no segmento três portas. A expectativa de vendas para o hatch é de 600 unidades/mês.

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Gosta de Ford Ka? Veja no site WebMotors dezenas de ofertas a partir de R$ 7,9 mil.
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Malthus e as favelas

ANTÔNIO GOIS

Malthus e as favelas

RIO DE JANEIRO - Mesmo hoje, há quem ainda acredite que a solução para a pobreza no Brasil seja o controle compulsório da natalidade dos mais pobres.
O malthusianismo extemporâneo, no entanto, anda sofrendo duros golpes a cada nova pesquisa realizada pelo IBGE.
Na sexta-feira, o instituto divulgou dados do Censo que permitem comparar a população por bairros. Eles mostram que o número de crianças com até quatro anos de idade já está em queda em grandes favelas cariocas, como Rocinha, Alemão e Maré.
Ainda não é possível saber se a tendência é verificada nas demais favelas, e não significa que elas já pararam de crescer, mas é sintomático que tenha ocorrido, pela primeira vez, nas três maiores.
O aumento da escolaridade feminina é uma provável explicação, pois é altamente correlacionado com a queda da fecundidade. Com mais instrução, crescem as perspectivas profissionais e a capacidade de planejar melhor a gravidez.
Do início dos anos 1990 ao final da década passada, o percentual de mulheres em idade fértil analfabetas funcionais caiu de 27% para 10%. O índice das que completaram o ensino fundamental cresceu de 37% para 70%.
Mesmo em favelas -como provaram os demógrafos José Eustáquio Alves e Suzana Cavenaghi-, mulheres que completaram o ensino fundamental já tinham, em 2000, fecundidade inferior à média de dois filhos.
Sabe-se que a escolaridade feminina tem efeitos positivos também sobre a mortalidade infantil e o desempenho de crianças na escola.
A queda da população com até quatro anos, em áreas mais pobres, abre, portanto, uma janela de oportunidade. É hora de aumentar significativamente o gasto per capita no período mais importante do desenvolvimento do ser humano: a primeira infância.


Geógrafo Maurício Abreu falece no Rio (09/06/2011)


Foto:Aspasia e Mauricio de Almeida Abreu no lançamento do livro Geografia Histórica do Rio de Janeiro (1502-1700).
Geógrafo, pesquisador e professor da UFRJ, Maurício de Almeida Abreu, faleceu hoje no Rio de Janeiro. Autor de vários obras importantes para Geografia e áreas afins, dentre elas: "Evolução Urbana do Rio de Janeiro" e “Geografia Histórica do Rio de Janeiro”, clássico em dois voleumes que resgata 200 anos de história da cidade (1502 a 1700), Maurício se notabilizou pela excelência e dedicação na produção geográfica. A Geografia Brasileira perde um de seus maiores colaboradores. Esperamos que seu pensamento sirva para inspirar as gerações futuras.
Um dos principais Geógrafos do país, um professor brilhante. A geografia está de LUTO!!! Perdemos umas das mentes mais importantes, quando se fala em urbanização e cidade do Rio de Janeiro. Seu livro "Evolução Urbana do Rio de Janeiro" é uma marco na história do urbanismo carioca. Quem deseja entender como ocorreu a urbanização do Rio de Janeiro é leitura obrigatória!!


A diferença de um país educado e o nosso sem educação!!

Preparo e espírito de grupo explicam ausência de saques após terremoto


Tremor seguido de tsunami devastou a costa noroeste do Japão.

Quatro dias após o tremor, não foram registrados episódios de violência.

Giovana Sanchez

Do G1, em São Paulo





Deslocados da região próxima à usina nuclear emrisco recebem comida em Tamura, em Fukushima

(Foto: AP)O desespero, a destruição e o caos que o Japão enfrenta desde o terremoto e o tsunami que assolaram o país na última sexta-feira foram vistos também no Haiti e no Chile, ano passado. Mas, ao contrário dos países ocidentais, o Japão enfrenta a crise humanitária de uma forma mais organizada e menos violenta. Até agora, nenhum episódio de saque ou briga foi registrado no país, o contrário do que ocorreu no Haiti, que precisou da intervenção do Exército e de forças da ONU, e da cidade chilena de Concepción, que teve de decretar toque de recolher após quase todas as lojas da cidade terem sido roubadas.



A explicação para isso, segundo estudiosos de Japão ouvidos pelo G1, está num conjunto de aspectos históricos, sociais, políticos e até religiosos, além do enorme preparo que o país tem para lidar com esse tipo de catástrofe. "É aquele lugar comum de dizer que os japoneses são educados para trabalhar em grupo. É uma ênfase diferente do que acontece no Ocidente de modo geral. No Japão, desde pequenos, eles aprendem a trabalhar em grupo. Essa característica é um fator que conta bastante. Depois, tem o fato de pensar na coletividade", explica Ronan Alves Pereira, professor de estudos japoneses da Universidade de Brasília (UnB).



"Há uma orientação a não se apropriar das coisas dos outros. Não quer dizer que não exista, mas os índices de roubo e criminalidade são muito mais baixos do que em muitos países ocidentais. Também adicionaria o componente político-administrativo. Como o país sempre foi vítima de grandes tragédias, sempre houve uma orientação da parte do governo de preparar a população para catástrofes assim. [...] Por último, eu apontaria o fator tecnologia e desenvolvimento econômico. Em um lugar como o Haiti não há preparação. O nível do investimento publico não chega nem de longe ao nível do investimento no Japão, com construções mais resistentes inclusive."
                                               Pessoas aguardam na fila para comprar comida em supermercado reaberto em Sendai (Foto: Jo Yong-Hak/Reuters)



O professor viveu cinco anos no Japão e no segundo dia que estava no país vivenciou um terremoto. Ele conta que acompanhou o fluxo para fora do prédio e ficou observando atento como os japoneses se comportavam. No momento, a UnB tem vários estudantes brasileiros morando no Japão, e, segundo Ronan, todos estão bem após o tremor.



País mais preparado

Organizações internacionais estão enviando equipes de ajuda para o Japão. Mas, de acordo com a porta-voz do Escritório da ONU para a Coordenação de Assuntos Humanitários (Ocha), a organização não planeja organizar uma operação maior de assistência se não for solicitada. "O país enfrenta três emergências: uma pelo terremoto, outra peso tsunami e outra de caráter nuclear. Mas eles estão indo muito bem. É o país mais bem preparado para esse tipo de catástrofe. Não estamos falando do Haiti ou do Paquistão. Os japoneses são treinados desde pequenos para lidar com terremotos e têm muito senso de disciplina e calma", disse Elisabeth Byrs ao G1.

O terremoto de magnitude 8,9 gerou um tsunami e abalou a estrutura de complexos nucleares do noroeste do país. O número oficial de mortos chegou a 1.833, segundo a Polícia Nacional. Há 2.361 desaparecidas, de acordo com balanço divulgado na noite desta segunda-feira (14).




Confiança

O psicólogo e professor de japonês Marcos Hiroyuki Suguiura acredita que além do preparo para catástrofes, os japoneses são "educados para ter um comportamento social. Muito do que eles fazem é movido pela ideia de ‘vai ser bom pra mim, mas também para os outros’. O mais forte acho que é essa característica de pensar no outro, mesmo que possa fazer mal para si num primeiro momento."
Outro ponto importante, segundo Marcos, é a confiança de que a ajuda virá do governo. "Eles sabem que a ajuda vai vir da sociedade, que tem alguém olhando por eles, então eles confiam e esperam."



Morre o companheiro de Che Guevara em famosa viagem de moto




O médico argentino Alberto Granado, amigo que acompanhou o revolucionário Ernesto Che Guevara em uma viagem de motocicleta por vários países da América Latina, faleceu “repentinamente” neste sábado em Havana aos 88 anos, afirmou um telejornal local.



“Na manhã de hoje (05/03/2011), aos 88 anos, faleceu nesta capital repentinamente o companheiro Alberto Granado, amigo íntimo do Comandante Ernesto Guevara”, afirmou o comunicado lido por um locutor.



Os restos mortais de Granado serão expostos durante duas horas e meia em uma funerária de Havana neste mesmo sábado e, “atendendo à sua vontade”, serão cremados e suas cinzas espalhadas na Argentina, Cuba e Venezuela.



A viagem dos dois –quando Che era apenas um estudante de medicina de 23 anos, e Granado um bioquímicos de 29– foi foi levada ao cinema em 2004 pelo filme “Diários de Motocicleta”, dirigido por Walter Salles e protagonizado pelo mexicano Gael García Bernal, no papel de Che, e pelo argentino Rodrigo de la Serna, como Alberto Granado.



Os dois viajaram 8.000 quilômetros em uma velha moto Norton.



Durante a jornada, o futuro revolucionário marxista –nascido em uma família de classe média alta– foi transformado ao testemunhar injustiças sociais e a exploração de mineiros, além da perseguição a comunistas.



Os dois viajaram 8.000 quilômetros em uma velha moto Norton, chamada “La Poderosa”.



Durante a jornada, o futuro revolucionário marxista –nascido em uma família de classe média alta– foi transformado ao testemunhar injustiças sociais e a exploração de mineiros, além da perseguição a comunistas.



Após essa viagem, Granado retornou à Argentina para trabalhar como bioquímico, mas, após o triunfo da revolução cubana, Che o convidou para ir a Havana e, um ano depois, decidiu ficar na ilha com sua esposa e seus filhos.



Em 2008, Alberto Granado viajou à Argentina para participar das comemorações do 80º aniversário de nascimento de Che Guevara na cidade de Rosário.



Sua última viagem ao exterior foi ao Equador há alguns meses, disse seu filho, que destacou que Granado foi um “grande revolucionário” e um homem que amava muito a vida.


Para aqueles que defendem as cotas!!!!

Um negro contra cotas e contra as leis que proíbem a discriminação! Sua crença: individualismo, escola de qualidade, igualdade perante a lei e liberdade de expressão

walter-williams


Walter Williams é negro, tem 74 anos e dá aula de economia na Universidade George Mason, na Virginia. Já foi engraxate e carregador de taco de golfe. Na juventude, chegou a preferir o radical Malcom X ao pacifista Martins Luther King. Williams está convencido: quem vence o racismo é o mercado, não a política de cotas. Num momento em que o assistencialismo, no Brasil, virou uma categoria de pensamento incontrastável e em que se dá a isso o nome de “redistribuição de renda”, vocês precisam ler a entrevista que ele concedeu a André Petry, publicada nas páginas amarelas da VEJA desta semana. Como todos nós, o economista tem as suas convicções, mas, antes de mais nada, tem alguns números um tanto desconcertantes sobre o tal “estado de bem-estar social”.

Williams se considera um libertário e é um crítico ácido da interferência do Estado na vida dos indivíduos. O indivíduo, diga-se, está no centro de suas preocupações. Ah, sim: ele acha que Barack Obama acabará “sendo ruim para os negros”. Por quê? Porque “seu governo, na melhor das hipóteses, será um desastre igual ao de Jimmy Carter”. Abaixo, reproduzo trechos da entrevista, em que se encontram frases como estas:

- AVANÇO DOS NEGROS - “Os negros, em geral, estão muito melhor agora do que há meio século. Mas os negros mais pobres estão pior.”

- ESTADO E FAMÍLIA - “Há anos, os Estados Unidos subsidiam a desintegração familiar”.

- MÃE SOLTEIRA PREMIADA - “Antes, uma menina grávida era uma vergonha para a família. Hoje, o estado de bem-estar social premia esse comportamento. O resultado é que, nos anos da minha adolescência, entre 13% e 15% das crianças negras eram filhas de mãe solteira. Agora, são 70%.”

- SALÁRIO MÍNIMO - “O salário mínimo, que as pessoas consideram uma conquista para os mais desprotegidos, é uma tragédia para os pobres. Deve-se ao salário mínimo o fim de empregos úteis para os pobres.”

- AÇÕES AFIRMATIVAS - “O ritmo do progresso dos negros entre as décadas de 40 e 60 foi maior do que entre as décadas de 60 e 80.”

- COTAS RACIAIS NO BRASIL - “A melhor coisa que os brasileiros poderiam fazer é garantir educação de qualidade. Cotas raciais no Brasil, um país mais miscigenado que os Estados Unidos, são um despropósito.”

- LIVRE MERCADO E DISCRIMINAÇÃO - “A melhor forma de permitir que cada um de nós - negro ou branco, homem ou mulher, brasileiro ou japonês - atinja seu potencial é o livre mercado. O livre mercado é o grande inimigo da discriminação”.

- LIBERDADE DE EXPRESSÃO - “É fácil defendê-la quando as pessoas estão dizendo coisas que julgamos positivas e sensatas, mas nosso compromisso com a liberdade de expressão só é realmente posto à prova quando diante de pessoas que dizem coisas que consideramos absolutamente repulsivas”.

- AFRO-AMERICANOS - “Essa expressão é uma idiotice, a começar pelo fato de que nem todos os africanos são negros. Um egípcio nascido nos Estados Unidos é um ‘afro-americano’?”

- ÁFRICA - “A África é um continente povoado por pessoas diferentes entre si. Os vários povos africanos estão tentando se matar uns aos outros há séculos. Nisso a África é idêntica à Europa, que também é um continente, também é povoada por povos distintos que também vêm tentando se matar uns aos outros há séculos”.

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Leia mais um pouco da explosiva sensatez de Walter Williams. A íntegra da entrevista está na revista.

(…)

Em que aspectos a vida dos negros hoje é pior [nos Estados Unidos]?

Cresci na periferia pobre de Filadélfia entre os anos 40 e 50. Morávamos num conjunto habitacional popular sem grades nas janelas e dormíamos sossegados, sem barulho de tiros nas ruas. Sempre tive emprego, desde os 10 anos de idade. Engraxei sapatos, carreguei tacos no clube de golfe, trabalhei em restaurantes, entreguei correspondência nos feriados de Natal. As crianças negras de hoje que vivem na periferia de Filadélfia não têm essas oportunidades de emprego. No meu próximo livro, “Raça e Economia”, que sai no fim deste mês, mostro que, em 1948, o desemprego entre adolescentes negros era de 9.4%. Entre os brancos, 10.4%. Os negros eram mais ativos no mercado de trabalho. Hoje, nos bairros pobres de negros, por causa da criminalidade, boa parte das lojas e dos mercados fechou as portas. (…)

Os negros, em geral, estão muito melhor agora do que há meio século. Mas os negros mais pobres estão pior.

O estado de bem-estar social, com toda a variedade de benefícios sociais criados nas últimas décadas, não ajuda a aliviar a situação de pobreza dos negros de hoje?

(…)

Há anos, os Estados Unidos subsidiam a desintegração familiar. Quando uma adolescente pobre fica grávida, ela ganha direito a se inscrever em programas habitacionais para morar de graça, recebe vale-alimentação, vale-transporte e uma série de outros benefícios. Antes, uma menina grávida era uma vergonha para a família. Muitas eram mandadas para o Sul, para viver com parentes. Hoje, o estado de bem-estar social premia esse comportamento. O resultado é que nos anos da minha adolescência entre 13% e 15% das crianças negras eram filhas de mãe solteira. Agora, são 70%. O salário mínimo, que as pessoas consideram uma conquista para os mais desprotegidos, é uma tragédia para os pobres. Deve-se ao salário mínimo o fim de empregos úteis para os pobres.

(…)

As ações afirmativas e as cotas raciais não ajudaram a promover os negros americanos?

A primeira vez que se usou a ex-pressão “ação afirmativa” foi durante o governo de Richard Nixon [1969-1974]. Os negros naquele tempo já tinham feito avanços tremendos. Um colega tem um estudo que mostra que o ritmo do progresso dos negros entre as décadas de 40 e 60 foi maior do que entre as décadas de 60 e 80. Não se pode atribuir o sucesso dos negros às ações afirmativas.

(…)

Num país como o Brasil, onde os negros não avançaram tanto quanto nos Estados Unidos, as ações afirmativas não fazem sentido?

A melhor coisa que os brasileiros poderiam fazer é garantir educação de qualidade. Cotas raciais no Brasil, um país mais miscigenado que os Estados Unidos, são um despropósito. Além disso, forçam uma identificação racial que não faz parte da cultura brasileira. Forçar classificações raciais é um mau caminho. A Fundação Ford é a grande promotora de ações afirmativas por partir da premissa errada de que a realidade desfavorável aos negros é fruto da discriminação. Ninguém desconhece que houve discriminação pesada no passado e há ainda, embora tremendamente atenuada. Mas nem tudo é fruto de discriminação. O fato de que apenas 30% das crianças negras moram em casas com um pai e uma mãe é um problema, mas não resulta da discriminação. A diferença de desempenho acadêmico entre negros e brancos é dramática, mas não vem da discriminação. O baixo número de físicos, químicos ou estatísticos negros nos Estados Unidos não resulta da discriminação, mas da má formação acadêmica, que, por sua vez, também não é produto da discriminação racial.

Qual o meio mais eficaz para promover a igualdade racial?

Primeiro, não existe igualdade racial absoluta, nem ela é desejável. Há diferenças entre negros e brancos, homens e mulheres, e isso não é um problema. O desejável é que todos sejamos iguais perante a lei. Somos iguais perante a lei. Mas diferentes na vida. Nos Estados Unidos, os judeus são 3% da população, mas ganham 35% dos prêmios Nobel. Talvez sejam mais inteligentes, talvez sua cultura premie mais a educação, não interessa. A melhor forma de permitir que cada um de nós - negro ou branco, homem ou mulher, brasileiro ou japonês - atinja seu potencial é o livre mercado. O livre mercado é o grande inimigo da discriminação. Mas, para ter um livre mercado que mereça esse nome, é recomendável eliminar toda lei que discrimina ou proíbe discriminar.

O senhor é contra leis que proíbem a discriminação?

Sou um defensor radical da liberdade individual. A discriminação é indesejável nas instituições financiadas pelo dinheiro do contribuinte. A Universidade George Manson tem dinheiro público. Portanto, não pode discriminar. Uma biblioteca pública, que recebe dinheiro dos impostos pagos pelos cidadãos, não pode discriminar. Mas o resto pode. Um clube campestre, uma escola privada, seja o que for, tem o direito de discriminar. Acredito na liberdade de associação radical. As pessoas devem ser livres para se associar como quiserem.

Inclusive para reorganizar a Ku Klux Klan?

Sim, desde que não saiam matando e linchando pessoas, tudo bem. O verdadeiro teste sobre o nosso grau de adesão à idéia da liberdade de associação não se dá quando aceitamos que as pessoas se associem em torno de idéias com as quais concordamos. O teste real se dá quando aceitamos que se associem em torno de ideais que julgamos repugnantes. O mesmo vale para a liberdade de expressão. É fácil defendê-la quando as pessoas estão dizendo coisas que julgamos positivas e sensatas, mas nosso compromisso com a liberdade de expressão só é realmente posto à prova quando diante de pessoas que dizem coisas que consideramos absolutamente repulsivas.

O senhor exige ser chamado de “afro-americano”?

Essa expressão é uma idiotice, a começar pelo fato de que nem todos os africanos são negros. Um egípcio nascido nos Estados Unidos é um “afro-americano”? A África é um continente, povoado por pessoas diferentes entre si. Os vários povos africanos estão tentando se matar uns aos outros há séculos. Nisso a África é idêntica à Europa, que também é um continente, também é povoada por povos distintos que também vêm tentando se matar uns aos outros há séculos.

(…)

Por Reinaldo Azevedo

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